Um espaço onde falo a verdade num momento de loucura e minto num momento de sanidade.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Versos da Poesia
Pensar em voce é pensar em versos
Flutuar inerte em meio ao universo
Sentir o tempo estacionar
Mente e coração inspirar
Ver o firmamento expandir
As estrelas reluzirem
O brilho da lua em
Sua luz natural refletir
Esvair-se em sentimentos
Sentir que o coração
Acelera os batimentos
Começa o tremor na mão
E os versos dos pensamentos
Transformam em poesias a paixão
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
(Ins) Piração?
A ideia vem.
Faz de tudo pra não esquecê-la.
Senta na cadeira e se depara com e tela em branco.
A ideia está ali.
Mas e a inspiração?
Olha em toda a volta à procura. Nada.
Dicionário? São só palavras ordenadas alfabeticamente.
Então pensa: "como uma reorganização das palavras desse livro pode se transformar em grandes obras?".
E volta-se para a tela em branco à frente.
"E o teclado? são somente letras que assim como o dicionário estão ali sempre nos mesmo lugares, mas que dispostas da forma certa formam poderosas palavras".
E isso tudo passa pela mente em poucos segundos.
Continua pensando, buscando inspiração.
Pare! chega!
Sente-se um mentecapto...
...e então desiste.
Sim. Uma palavra feia que está naquele bendito livro chamado dicionário.
Desiste porque descobre que a inspiração não se busca.
Ela simplesmente vem.
E quando fita a tela novamente, nota-se que já não está mais em branco.
Percebe-se que a falta de inspiração também pode ser capaz de reorganizar as palavras.
E fim de papo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Diversão das Palavras
Vamos brincar?
Hum... de quê?
Que tal de escrever?
Brincar com as palavras, pode ser?
Palavras como pai, mãe, vovô e vovó
São palavras fáceis de aprender
Para que possamos soltar o gogó
Quando ainda somos bebês
Dificultando a brincadeira
Temos a palavra amigo
É facil dizer e, melhor fazer
Quando já somos crianças
Crescendo o ritmo da palavra
Para quando somos adolescentes
Complica-se aprender e porque não manter
O verbete namorado(a)
Continuando a brincadeira
Viremos adultos
Ô coisinha complicada
É a palavra matrimônio
Para dar termo na história
Simples e natural, que por ora
Ninguém quer conhecer
É a palavra morrer
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Transeunte em Rua
Um passo forte
Lento
Cabeça em porte
Vento
Conversa alheia
Ausculta
Pegada astuta
Feia
Paisagem fosca
Ranzinza
Ladeada em cinza
Tosca
Ente na rua
Amargura
Transeunte em rua
Conjectura
quarta-feira, 6 de julho de 2011
O Mundo Real
No lote vago ao lado, uma cadela de rua deu a luz a três cachorrinhos. Ela os defende de todos que tentam se aproximar dos filhotes. E não são poucas as pessoas que tentam "adotar" algum dos cãezinhos. Mas ela bravamente espanta a todos. Até que um dia, um grupo de pessoas formado por um homem, duas mulheres e duas crianças conseguiram afastar a cadela dos filhotes, embora ela não parasse de latir. Latia muito ao ver que estava impotente diante da cena que via. O homem do grupo foi até o buraco, uma espécie de toca, que a cadela tinha encontrado para abrigar os cachorrinhos. Enfiou o braço toca adentro a procura dos filhotes e conseguiu encontrar somente um. Um lindo filhote, todo branquinho e com uma mancha preta no rosto. A cadela continuava a latir. Havia nela um sentimento de uma mãe tendo o filho tirado dos braços e não poder fazer nada. Era um sentimento humano.
Enquanto a cena ocorria, mais pessoas iam aparecendo para ver. Neste
momento desviei meu olhar para o outro lado da rua. Um pronto-socorro
público. Que até alguns dias atrás era bem movimentado. Mas neste dia
estava vazio. Mas não porque as pessoas deixaram de ficar doentes.
Estava vazio porque pessoas se corrompem. Porque pessoas não preparadas o
administram. Porque verbas não chegam. Estava vazio porque havia muitos
"porques".
Numa madrugada, dias antes, em frente a este mesmo hospital, um senhor começou a gritar revoltado acerca do atendimento que recebera. Ou melhor, que não recebera. Acordei com os berros desse senhor e escutei todo o "desabafo" de uma pessoa em desespero. Ele criticava desde às atendentes de plantão até ao prefeito. Até que a polícia chegou para conversar com ele e o acalmar. Não deveria ter polícia. Está tudo errado. As pessoas deveriam se unir a ele para protestar.
Protesta-se a favor da maconha, a favor do casamento gay, a favor da diminuição de impostos em eletroeletrônicos. Enfim... protestos interessantes... para as camadas de classe-média alta em diante. Nada contra tais protestos, mas cadê o bom-senso para protestar? Se pensarmos numa lista para ordenar a importância dos protestos, não teríamos que ver nos meios de comunicação alguns protestos mais relevantes? Talvez no topo dessa lista deveria estar um protesto por melhores valores éticos das pessoas. Cadê os protestos contra a corrupção escancarada em sua cidade? Contra a fome no bairro pobre ao lado do seu? Cadê as caras pintadas nas ruas contra o mau ensino? Cadê a natureza humana da humanidade? O mundo animal está mais humano que o mundo antropológico.
Continuaremos sobrevivendo neste mundo se continuarmos egoístas. A humanidade chegou neste ponto por egoísmo. As consequências dos atos "não interessam se não me prejudicam", pensam os homens. A cadela de rua não pôde fazer nada para impedir a situação triste que estava vivendo, mas esbravejou, latiu, chorou... assim como o homem defronte ao hospital. Mas ela faz parte da natureza irracional. Não tem raciocínio lógico. Já os homens parecem que fazem parte de uma natureza diferente. Uma natureza individual. Mas as questões são: há tempo de mudar? Já chegamos em um ponto sem volta? Até onde iremos chegar? Valores éticos estão a escassear?
A cena em que descrevi no início, presenciei da janela da sala de um apartamento
no terceiro andar. Neste dia presenciei a natureza sendo humana e,
presenciei, a natureza humana não tão humana assim.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Desenhar ou Rabiscar?
Crepúsculo em devaneio
Traçados sem meio
Sem cor e sem fonte
Cientes do ponto final
Seguem a ordem natural
Podes querer rabiscar
Melhor ainda desenhar
Preenchas seu âmago
Não se torne vago
Odiar, ter rancor, invejar
São rabiscos por arrumar
Pinte com alegria
Ao contornar, sorria
Se não tiver aonde pôr
Desenhe com amor
Faça da vida um desenho
Mas não o faça por rabiscos
Seja visto como obeliscos
Não seja vão em seu estremenho
terça-feira, 10 de maio de 2011
(In)sanidade
Uma mente sã faz o que pensa
Uma mente insana faz o que quer
Uma mente sã complica
Uma mente insana flui
Uma mente sã responde
Uma mente insana pergunta
Uma mente sã hesita
Uma mente insana é resoluta
Uma mente sã obsta
Uma mente insana divaga
Uma mente sã condensa
Uma mente insana dispersa
Uma mente sã se ata
Uma mente insana liberta
Uma mente sã se presta ao ódio
Uma mente insana se entrega ao amor
Uma mente sã é capaz de mentir
Uma mente insana sempre diz a verdade
Uma mente sã pode se tornar uma mente insana
Uma mente insana jamais se tornará uma mente sã
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