quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Liberdade de Sentimento



Mais amor. Menos ódio.

Que sentimento poderoso. O mais nobre dos sentimentos. E por que temos, muitas vezes, receio ou vergonha de admiti-lo? E por que não somos assim quanto ao ódio? Por que parece ser mais fácil dizer que odiamos uma pessoa e engasgamos quando vamos dizer que amamos alguém? Afinal, deveria ser o contrário.

Um sentimento tão bonito como o amor deveria ser dito mais vezes. Deveríamos ter prazer em demonstrá-lo e não medo ou vergonha. Vergonha deveríamos ter ao dizer que odiamos. E medo também. Talvez temos receio ou vergonha, porque temos medo de nos desapontar. Mas aí que está: na verdade nós tememos aquilo que não aconteceu. Tememos o hipotético. Não tememos o fato de amar e sim o fato de ter a POSSIBILIDADE de nos desapontar. Tememos o desapontamento. Que pode talvez nunca vir a acontecer.

Se você ama, grite!!! Compartilhe!!! Libere seu amor. O amor não é para ser preso. Deve ser compartilhado. Praticado. Para que seja inspirador para outras pessoas.

E se alguém questionar, criticar ou duvidar de seu amor, ensine-o a amar. E se, mesmo assim, continuar a questionar, criticar ou duvidar, ignore-o. Não procure justificar o seu amor. Afinal, quem disse que é justificável?

Mas se quem questionar, criticar ou duvidar de seu amor for você mesmo, então pense!!!

Pois o amor não é pra se questionar. Nem criticar ou duvidar. É para ser compartilhado. Demonstrado. Para ser praticado.

Então não tenha medo de amar. Não tenha tanto receio. Viva seu amor de forma livre. Não se importe com os outros. Pois senão, internamente, você jamais será livre. Será sempre prisioneiro dos pensamentos dos outros e do seu medo do hipotético.

Inspire com seu amor. Mais amor, por favor.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

E Se...?


E se...?

E se fizéssemos isso?
E se fizéssemos aquilo?

E se formos otimistas?
E se formos pessimistas?

E se queremos?
E se não queremos?

E se agimos?
E se não agimos?

E se arrependermos?
E se não arrependermos?

E se vivêssemos?
E se não vivêssemos?

E se chover?
E se fizer sol?

E se for futuro?
E se for passado?

E se for o começo?
E se for o fim?

E se acertar?
E se errar?

E se for bom?
E se for ruim?

E se for certo?
E se for errado?

E se não tiver dúvida? Há dúvida!
E se tiver certeza? Não há certeza!

E se o "se" deixasse de ser "se"?
Não existiria o "se"!!!

E se...?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Hoje...



Hoje acordei pensando em você
Hoje acordei com vontade de te mandar flores
Hoje acordei pensando em nós
Hoje acordei querendo te admirar

Hoje acordei com vontade de gritar seu nome
Nome da pessoa que eu amo
Hoje acordei querendo voltar ao sonho
Sonho em que você era a protagonista

Hoje acordei pensando no ontem
Acordei pensando no amanhã
Hoje... Ontem... Amanhã...
Estas datas ja não têm mais importância

O que importa é estar com você
Seja agora... seja amanhã...
O que importa é que estive com você
Fazendo minhas lembranças serem reais

Hoje eu acordei feliz
Feliz de ser capaz de amar
Amar a pessoa que me faz perder no tempo
Amar a pessoa que me faz confundir

Ao ver seu rosto na tela da TV
Ao escutar sua voz nas frequências do rádio
Ao não me dar conta se eu realmente acordei
Ou se eu ainda estou sonhando.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Livramento... Livre a Mente


Há lugares
Há lares
Há olhares
Amares

Há mares
Oceanos
Crepúsculos
Abóbada

Abobar da
Mais bela
Emoção que
Vivencia

Vi, vencia
A dor de não
Ter com o que
Comover

Como ver
O Amor, belo
Como as
Cores são?

Coração!

terça-feira, 12 de março de 2013

O Manifesto das Sensações


E surgem piscadelas
Prosas animadas
Ósculos ardentes

Sinos e estrelas
Leves badaladas
Sinais incandescentes

Ah!... coração
Onde se aninhastes
Quanta aceleração
Tu provocastes

Sentimentos se embaralham
Sons em afinidade
Sorrisos que encantam
Por pura felicidade

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um Dom da Vida




Bom é estar com vocês
Vivendo um momento
De cada vez

Cantando, dançando
Brindando a vida
Sorrisos corteses

Seja noite ou dia
Em casa, num bar
Numa galeria

Boa música escutar
Sentir a melodia
Pairando no ar

O coração antes pobre
Transforma instantes
Em horário nobre

Assim tristeza some
Desponta felicidade
Isso tem nome

A tal amizade

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Hospital e a Muleta



Há cerca de um ano, escrevi sobre as inversões de valores e prioridades que a sociedade vem passando ultimamente (leia aqui) e usei o fechamento do Hospital Siderúrgica em Coronel Fabriciano como exemplo. Enfim, passado todo esse tempo, o hospital ainda não foi reaberto, mas está em obras atualmente (ufa!) e esse ano estará funcionando novamente. Ano este, que por coincidência terá eleições municipais. As vezes me pergunto: foi coincidência a reabertura ocorrer esse ano, aliás, em plena época de campanha política, ou foi algo realmente pensado para se ter uma muleta política em ano eleitoral? Eu quero acreditar que esses pensamentos que me assombram sejam apenas uma mesquinhez minha, mas não consigo. Não consigo porque eu resido em frente ao hospital e vi e vivi o que está acontecendo. Passeatas,  abraço coletivo envolto ao hospital e, até então, não vi nada sendo feito. Aliás, vi um jogo de empurra entre município, estado e até em alguns momentos falou-se de Governo Federal. Mas o propósito do que venho escrever não é para criticar partido X ou Y e tampouco tomar uma posição política. Quero apenas mostrar que passado um ano, a natureza humana continua cada vez menos humana. A reabertura do hospital teve, e ainda tem, suas etapas burocráticas. Cada etapa tem um prazo. Mas tem que usar o prazo em seu máximo possível? Será que não poderia ter ao menos um pouco mais de boa vontade pra ter realizado cada etapa no menor prazo possível? Que não poderia resolver essa situação sem pensar na parte política, mas sim pensando que muita gente necessitava dessas obras o mais rápido possível, ou seja, pensando humanamente? São essas indagações que me faço, são essas dúvidas que me imponho que me faz não acreditar em coincidência o hospital ser reaberto em plena época de campanha política. Que me faz ver que o hospital será usado como muleta tanto para a situação como para a oposição. Que ambos irão se apoiar e argumentar conforme o que lhes convêm. E isso me faz voltar na ideia de que a sociedade atual chegou a este ponto por egoísmo. O título desta postagem dá a impressão de que o texto seria uma fábula e, antes fosse, mas assim como na fábula, ao final dessa história teremos uma lição de moral. Que cada um tire a sua.