Um espaço onde falo a verdade num momento de loucura e minto num momento de sanidade.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
(Des) Controle
Razão.
Vantagem?
Desvantagem?
Bem... com perdão do uso racional da expressão, não cheira e nem fede.
Superioridade por ter este atributo?
Ou inferioridade?
Fazemos o que queremos: controle.
Fazemos o que querem: descontrole.
Ser: controle.
Não ser: descontrole.
Estamos inseridos num círculo vicioso.
Impedidos de sermos racionais.
Não temos controle sobre nada.
Natureza nos ignora.
Ela possui a maior das razões: a liberdade.
Faz o que quer.
Não controlamos a brisa.
Nem a chuva.
Não controlamos nem a nós mesmos.
O controle remoto controla a TV.
Nossos dedos controlam o controle remoto.
Nossa mente controla nossos dedos.
A TV controla nossas mentes.
Este círculo vicioso humano torna-se cada vez mais denso.
A alienação domou a razão.
Preguiça.
"Não pense!!! Pensamos por você!!!".
Mas numa coisa há razão: do pó viemos e ao pó retornaremos.
Pense nisto.
Ou não.
domingo, 18 de outubro de 2009
Loucuras Noturnas
À espera do reparo noturno estou a ter ideias. Inconstantes ideias. Não consigo atingir o estado inconsciente das fantasias noturnas. Irei defenestrar-me e seguirei pelas esteiras oblíquas da cidade. Num estado translúcido em meio as vias iluminadas por pequenos e brilhantes sinais celestes, continua a infestar-me tais ideias inconstantes. Minha mente lateja pela desorganização dos pensamentos. O que faço aqui à hora em que eu deveria estar horizontalmente em um estado semi-inconsciente? São tantas indagações que não consigo encontrar as respostas. De repente me transporto para outro mundo. Desta vez água. A toda minha volta. Agora, iluminado por imensa estrela alaranjada que está limitada a sua metade pela linha do horizonte marítimo, refletindo na água e transformando-a em uma elipse perfeita, proporcionando um crepúsculo inigualável, porém imaginável. Num passe de mágica estou em um cubículo com um som ambiente progressivo. As ideias, antes inconstantes, desvairam. É o término dos devaneios. As janelas da alma se cerram. Surgem as fantasias noturnas. A espera do reparo noturno chega ao fim.
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