domingo, 18 de outubro de 2009

Loucuras Noturnas


À espera do reparo noturno estou a ter ideias. Inconstantes ideias. Não consigo atingir o estado inconsciente das fantasias noturnas. Irei defenestrar-me e seguirei pelas esteiras oblíquas da cidade. Num estado translúcido em meio as vias iluminadas por pequenos e brilhantes sinais celestes, continua a infestar-me tais ideias inconstantes. Minha mente lateja pela desorganização dos pensamentos. O que faço aqui à hora em que eu deveria estar horizontalmente em um estado semi-inconsciente? São tantas indagações que não consigo encontrar as respostas. De repente me transporto para outro mundo. Desta vez água. A toda minha volta. Agora, iluminado por imensa estrela alaranjada que está limitada a sua metade pela linha do horizonte marítimo, refletindo na água e transformando-a em uma elipse perfeita, proporcionando um crepúsculo inigualável, porém imaginável. Num passe de mágica estou em um cubículo com um som ambiente progressivo. As ideias, antes inconstantes, desvairam. É o término dos devaneios. As janelas da alma se cerram. Surgem as fantasias noturnas. A espera do reparo noturno chega ao fim.

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