sexta-feira, 15 de junho de 2012

Saudade...



Saudade!
Que sentimento complexo.
Bom ou ruim? Os dois.
Sentimos saudade daquilo que nos fez bem em um determinado momento.
Eis a parte boa.
Porém se sentimos saudade é porque não mais temos ou vivenciamos tal momento.
Eis a parte ruim.
Tem-se saudade daquilo que futuramente pode ser vivenciado novamente. E, então, poderemos "matar" a saudade.
Mas tem-se saudades também daquilo que jamais viveremos de novo. E fica... a saudade.
A nostalgia.
Parece até nome de remédio.
E é.
O remédio complexo que pode parar o tempo ou nos lembrar que ele é contínuo.
Que pode encurtar as distâncias e pode também jogar na nossa cara o quanto ela é enorme.
"Matamos" a saudade ao ouvir determinada música, ao reviver determinado momento, ao voltar em algum lugar, ao reencontrar alguém que estava longe... mas jamais "mataremos" a saudade dos tempos idos, de quem já não está entre nós ou do que já findou-se.
Estranho sentir saudades de algo que sabe-se que jamais poderá reviver.
Parece sem sentido.
Mais paradoxal ainda é que também podemos ter saudade de momentos que não vivemos e jamais viveremos.
Mas precisa de sentido? Apenas sentimos.
E é bom, pois nos remete às boas lembranças e recordações.
Tão complexa é a saudade, que não há tradução ao pé da letra para ela em outras línguas.
A saudade não deve ser escrita.
Deve ser sentida.
Ela é expressada num suspiro, num olhar, num sorriso ou até numa lágrima.
É um sentimento poético e, repito, complexo.
Onde bate um coração, a saudade estará presente.

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