terça-feira, 12 de março de 2013

O Manifesto das Sensações


E surgem piscadelas
Prosas animadas
Ósculos ardentes

Sinos e estrelas
Leves badaladas
Sinais incandescentes

Ah!... coração
Onde se aninhastes
Quanta aceleração
Tu provocastes

Sentimentos se embaralham
Sons em afinidade
Sorrisos que encantam
Por pura felicidade

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um Dom da Vida




Bom é estar com vocês
Vivendo um momento
De cada vez

Cantando, dançando
Brindando a vida
Sorrisos corteses

Seja noite ou dia
Em casa, num bar
Numa galeria

Boa música escutar
Sentir a melodia
Pairando no ar

O coração antes pobre
Transforma instantes
Em horário nobre

Assim tristeza some
Desponta felicidade
Isso tem nome

A tal amizade

segunda-feira, 25 de junho de 2012

O Hospital e a Muleta



Há cerca de um ano, escrevi sobre as inversões de valores e prioridades que a sociedade vem passando ultimamente (leia aqui) e usei o fechamento do Hospital Siderúrgica em Coronel Fabriciano como exemplo. Enfim, passado todo esse tempo, o hospital ainda não foi reaberto, mas está em obras atualmente (ufa!) e esse ano estará funcionando novamente. Ano este, que por coincidência terá eleições municipais. As vezes me pergunto: foi coincidência a reabertura ocorrer esse ano, aliás, em plena época de campanha política, ou foi algo realmente pensado para se ter uma muleta política em ano eleitoral? Eu quero acreditar que esses pensamentos que me assombram sejam apenas uma mesquinhez minha, mas não consigo. Não consigo porque eu resido em frente ao hospital e vi e vivi o que está acontecendo. Passeatas,  abraço coletivo envolto ao hospital e, até então, não vi nada sendo feito. Aliás, vi um jogo de empurra entre município, estado e até em alguns momentos falou-se de Governo Federal. Mas o propósito do que venho escrever não é para criticar partido X ou Y e tampouco tomar uma posição política. Quero apenas mostrar que passado um ano, a natureza humana continua cada vez menos humana. A reabertura do hospital teve, e ainda tem, suas etapas burocráticas. Cada etapa tem um prazo. Mas tem que usar o prazo em seu máximo possível? Será que não poderia ter ao menos um pouco mais de boa vontade pra ter realizado cada etapa no menor prazo possível? Que não poderia resolver essa situação sem pensar na parte política, mas sim pensando que muita gente necessitava dessas obras o mais rápido possível, ou seja, pensando humanamente? São essas indagações que me faço, são essas dúvidas que me imponho que me faz não acreditar em coincidência o hospital ser reaberto em plena época de campanha política. Que me faz ver que o hospital será usado como muleta tanto para a situação como para a oposição. Que ambos irão se apoiar e argumentar conforme o que lhes convêm. E isso me faz voltar na ideia de que a sociedade atual chegou a este ponto por egoísmo. O título desta postagem dá a impressão de que o texto seria uma fábula e, antes fosse, mas assim como na fábula, ao final dessa história teremos uma lição de moral. Que cada um tire a sua.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Saudade...



Saudade!
Que sentimento complexo.
Bom ou ruim? Os dois.
Sentimos saudade daquilo que nos fez bem em um determinado momento.
Eis a parte boa.
Porém se sentimos saudade é porque não mais temos ou vivenciamos tal momento.
Eis a parte ruim.
Tem-se saudade daquilo que futuramente pode ser vivenciado novamente. E, então, poderemos "matar" a saudade.
Mas tem-se saudades também daquilo que jamais viveremos de novo. E fica... a saudade.
A nostalgia.
Parece até nome de remédio.
E é.
O remédio complexo que pode parar o tempo ou nos lembrar que ele é contínuo.
Que pode encurtar as distâncias e pode também jogar na nossa cara o quanto ela é enorme.
"Matamos" a saudade ao ouvir determinada música, ao reviver determinado momento, ao voltar em algum lugar, ao reencontrar alguém que estava longe... mas jamais "mataremos" a saudade dos tempos idos, de quem já não está entre nós ou do que já findou-se.
Estranho sentir saudades de algo que sabe-se que jamais poderá reviver.
Parece sem sentido.
Mais paradoxal ainda é que também podemos ter saudade de momentos que não vivemos e jamais viveremos.
Mas precisa de sentido? Apenas sentimos.
E é bom, pois nos remete às boas lembranças e recordações.
Tão complexa é a saudade, que não há tradução ao pé da letra para ela em outras línguas.
A saudade não deve ser escrita.
Deve ser sentida.
Ela é expressada num suspiro, num olhar, num sorriso ou até numa lágrima.
É um sentimento poético e, repito, complexo.
Onde bate um coração, a saudade estará presente.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

A Arte de Ler



Rascunhar alguns versos
A ecoar no universo
Pelas páginas bailar
E a mente transportar

Viagem sem fim
Paisagens diversas
De vestidos de cetim
À florestas sombrias

E assim o tempo para
Os tique-taques silenciam
Uma porta se escancara
E percursos se iniciam

Até que o fim se aproxima
Se cerra a brochura
A satisfação da leitura
E a viagem termina




segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Versos da Poesia



Pensar em voce é pensar em versos
Flutuar inerte em meio ao universo
Sentir o tempo estacionar
Mente e coração inspirar

Ver o firmamento expandir
As estrelas reluzirem
O brilho da lua em
Sua luz natural refletir

Esvair-se em sentimentos
Sentir que o coração
Acelera os batimentos

Começa o tremor na mão
E os versos dos pensamentos
Transformam em poesias a paixão

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

(Ins) Piração?



A ideia vem.
Faz de tudo pra não esquecê-la.
Senta na cadeira e se depara com e tela em branco.
A ideia está ali.
Mas e a inspiração?
Olha em toda a volta à procura. Nada.
Dicionário? São só palavras ordenadas alfabeticamente.
Então pensa: "como uma reorganização das palavras desse livro pode se transformar em grandes obras?".
E volta-se para a tela em branco à frente.
"E o teclado? são somente letras que assim como o dicionário estão ali sempre nos mesmo lugares, mas que dispostas da forma certa formam poderosas palavras".
E isso tudo passa pela mente em poucos segundos.
Continua pensando, buscando inspiração.
Pare! chega!
Sente-se um mentecapto...
...e então desiste.
Sim. Uma palavra feia que está naquele bendito livro chamado dicionário.
Desiste porque descobre que a inspiração não se busca.
Ela simplesmente vem.
E quando fita a tela novamente, nota-se que já não está mais em branco.
Percebe-se que a falta de inspiração também pode ser capaz de reorganizar as palavras.
E fim de papo.