Há cerca de um ano, escrevi sobre as inversões de valores e prioridades que a sociedade vem passando ultimamente (leia aqui) e usei o fechamento do Hospital Siderúrgica em Coronel Fabriciano como exemplo. Enfim, passado todo esse tempo, o hospital ainda não foi reaberto, mas está em obras atualmente (ufa!) e esse ano estará funcionando novamente. Ano este, que por coincidência terá eleições municipais. As vezes me pergunto: foi coincidência a reabertura ocorrer esse ano, aliás, em plena época de campanha política, ou foi algo realmente pensado para se ter uma muleta política em ano eleitoral? Eu quero acreditar que esses pensamentos que me assombram sejam apenas uma mesquinhez minha, mas não consigo. Não consigo porque eu resido em frente ao hospital e vi e vivi o que está acontecendo. Passeatas, abraço coletivo envolto ao hospital e, até então, não vi nada sendo feito. Aliás, vi um jogo de empurra entre município, estado e até em alguns momentos falou-se de Governo Federal. Mas o propósito do que venho escrever não é para criticar partido X ou Y e tampouco tomar uma posição política. Quero apenas mostrar que passado um ano, a natureza humana continua cada vez menos humana. A reabertura do hospital teve, e ainda tem, suas etapas burocráticas. Cada etapa tem um prazo. Mas tem que usar o prazo em seu máximo possível? Será que não poderia ter ao menos um pouco mais de boa vontade pra ter realizado cada etapa no menor prazo possível? Que não poderia resolver essa situação sem pensar na parte política, mas sim pensando que muita gente necessitava dessas obras o mais rápido possível, ou seja, pensando humanamente? São essas indagações que me faço, são essas dúvidas que me imponho que me faz não acreditar em coincidência o hospital ser reaberto em plena época de campanha política. Que me faz ver que o hospital será usado como muleta tanto para a situação como para a oposição. Que ambos irão se apoiar e argumentar conforme o que lhes convêm. E isso me faz voltar na ideia de que a sociedade atual chegou a este ponto por egoísmo. O título desta postagem dá a impressão de que o texto seria uma fábula e, antes fosse, mas assim como na fábula, ao final dessa história teremos uma lição de moral. Que cada um tire a sua.
Um espaço onde falo a verdade num momento de loucura e minto num momento de sanidade.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
sexta-feira, 15 de junho de 2012
Saudade...
Saudade!
Que sentimento complexo.
Bom ou ruim? Os dois.
Sentimos saudade daquilo que nos fez bem em um determinado momento.
Eis a parte boa.
Porém se sentimos saudade é porque não mais temos ou vivenciamos tal momento.
Eis a parte ruim.
Tem-se saudade daquilo que futuramente pode ser vivenciado novamente. E, então, poderemos "matar" a saudade.
Mas tem-se saudades também daquilo que jamais viveremos de novo. E fica... a saudade.
A nostalgia.
Parece até nome de remédio.
E é.
O remédio complexo que pode parar o tempo ou nos lembrar que ele é contínuo.
Que pode encurtar as distâncias e pode também jogar na nossa cara o quanto ela é enorme.
"Matamos" a saudade ao ouvir determinada música, ao reviver determinado momento, ao voltar em algum lugar, ao reencontrar alguém que estava longe... mas jamais "mataremos" a saudade dos tempos idos, de quem já não está entre nós ou do que já findou-se.
Estranho sentir saudades de algo que sabe-se que jamais poderá reviver.
Parece sem sentido.
Mais paradoxal ainda é que também podemos ter saudade de momentos que não vivemos e jamais viveremos.
Mas precisa de sentido? Apenas sentimos.
E é bom, pois nos remete às boas lembranças e recordações.
Tão complexa é a saudade, que não há tradução ao pé da letra para ela em outras línguas.
A saudade não deve ser escrita.
Deve ser sentida.
Ela é expressada num suspiro, num olhar, num sorriso ou até numa lágrima.
É um sentimento poético e, repito, complexo.
Onde bate um coração, a saudade estará presente.
Que sentimento complexo.
Bom ou ruim? Os dois.
Sentimos saudade daquilo que nos fez bem em um determinado momento.
Eis a parte boa.
Porém se sentimos saudade é porque não mais temos ou vivenciamos tal momento.
Eis a parte ruim.
Tem-se saudade daquilo que futuramente pode ser vivenciado novamente. E, então, poderemos "matar" a saudade.
Mas tem-se saudades também daquilo que jamais viveremos de novo. E fica... a saudade.
A nostalgia.
Parece até nome de remédio.
E é.
O remédio complexo que pode parar o tempo ou nos lembrar que ele é contínuo.
Que pode encurtar as distâncias e pode também jogar na nossa cara o quanto ela é enorme.
"Matamos" a saudade ao ouvir determinada música, ao reviver determinado momento, ao voltar em algum lugar, ao reencontrar alguém que estava longe... mas jamais "mataremos" a saudade dos tempos idos, de quem já não está entre nós ou do que já findou-se.
Estranho sentir saudades de algo que sabe-se que jamais poderá reviver.
Parece sem sentido.
Mais paradoxal ainda é que também podemos ter saudade de momentos que não vivemos e jamais viveremos.
Mas precisa de sentido? Apenas sentimos.
E é bom, pois nos remete às boas lembranças e recordações.
Tão complexa é a saudade, que não há tradução ao pé da letra para ela em outras línguas.
A saudade não deve ser escrita.
Deve ser sentida.
Ela é expressada num suspiro, num olhar, num sorriso ou até numa lágrima.
É um sentimento poético e, repito, complexo.
Onde bate um coração, a saudade estará presente.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
A Arte de Ler
Rascunhar alguns versos
A ecoar no universo
Pelas páginas bailar
E a mente transportar
Viagem sem fim
Paisagens diversas
De vestidos de cetim
À florestas sombrias
E assim o tempo para
Os tique-taques silenciam
Uma porta se escancara
E percursos se iniciam
Até que o fim se aproxima
Se cerra a brochura
A satisfação da leitura
E a viagem termina
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Versos da Poesia
Pensar em voce é pensar em versos
Flutuar inerte em meio ao universo
Sentir o tempo estacionar
Mente e coração inspirar
Ver o firmamento expandir
As estrelas reluzirem
O brilho da lua em
Sua luz natural refletir
Esvair-se em sentimentos
Sentir que o coração
Acelera os batimentos
Começa o tremor na mão
E os versos dos pensamentos
Transformam em poesias a paixão
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
(Ins) Piração?
A ideia vem.
Faz de tudo pra não esquecê-la.
Senta na cadeira e se depara com e tela em branco.
A ideia está ali.
Mas e a inspiração?
Olha em toda a volta à procura. Nada.
Dicionário? São só palavras ordenadas alfabeticamente.
Então pensa: "como uma reorganização das palavras desse livro pode se transformar em grandes obras?".
E volta-se para a tela em branco à frente.
"E o teclado? são somente letras que assim como o dicionário estão ali sempre nos mesmo lugares, mas que dispostas da forma certa formam poderosas palavras".
E isso tudo passa pela mente em poucos segundos.
Continua pensando, buscando inspiração.
Pare! chega!
Sente-se um mentecapto...
...e então desiste.
Sim. Uma palavra feia que está naquele bendito livro chamado dicionário.
Desiste porque descobre que a inspiração não se busca.
Ela simplesmente vem.
E quando fita a tela novamente, nota-se que já não está mais em branco.
Percebe-se que a falta de inspiração também pode ser capaz de reorganizar as palavras.
E fim de papo.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Diversão das Palavras
Vamos brincar?
Hum... de quê?
Que tal de escrever?
Brincar com as palavras, pode ser?
Palavras como pai, mãe, vovô e vovó
São palavras fáceis de aprender
Para que possamos soltar o gogó
Quando ainda somos bebês
Dificultando a brincadeira
Temos a palavra amigo
É facil dizer e, melhor fazer
Quando já somos crianças
Crescendo o ritmo da palavra
Para quando somos adolescentes
Complica-se aprender e porque não manter
O verbete namorado(a)
Continuando a brincadeira
Viremos adultos
Ô coisinha complicada
É a palavra matrimônio
Para dar termo na história
Simples e natural, que por ora
Ninguém quer conhecer
É a palavra morrer
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Transeunte em Rua
Um passo forte
Lento
Cabeça em porte
Vento
Conversa alheia
Ausculta
Pegada astuta
Feia
Paisagem fosca
Ranzinza
Ladeada em cinza
Tosca
Ente na rua
Amargura
Transeunte em rua
Conjectura
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